domingo, 13 de junho de 2010

Finalmente o sol apareceu



Hoje abriu o sol, desde que o tempo fechou no início das montagens não tinha ficado um dia sem chover. Durante a noite a equipe da IaaC conseguiu finalizar a montagem bruta dos módulos da casa deles (foto), eles tiveram uma série de problemas devido a chuva, pois a madeira deles não é tratada, sendo assim não pode se molhar. Eles ainda tem muito trabalho pela frente, aparentemente são os mais atrasados. Os paineis fotovoltaicos deles são bem interessantes, eles compraram células da Sunpower e vão instalá-las na superfície curva da casa, deve dar um resultado muito bonito, porém não conseguimos informações sobre a eficiência dessa instalação.
Hoje conversamos com a equipe de Grenoble (foto). A casa deles é uma das mais preparadas para a competição, eles disseram que possuem uma potência instalada de 13kW, o que provavelmente a torna a casa que mais produz energia na competição, utilizam paineis feitos de terra no exterior e interior da casa. Além do mais, esse painel interno possui uma serpentina para condicionamento da casa, no inverno eles circulam água quente e no inverno água fria. Eles contaram também que construíram uma outra versão da casa na França (que eles terminaram algumas semanas antes de virem para Madri).

Instituto de Arquitetura Avanzada de Catalunã





Hoje vou falar um pouco mais sobre a equipe espanhola do Instituto de Arquitetura Avanzada de Catalunã, apelidada carinhosamente de “Casa Amendoim”:

No dia 12, sábado, chegamos no canteiro do SDEurope e antes de entrar na Villa Solar já avistamos um dos módulos da equipe sendo alçado por um guindaste para encaixar na sua posição de projeto. Foi uma surpresa para todos, no dia anterior discutíamos se conseguiriam montar aquela estrutura tão peculiar, para não dizer outra coisa.

O Professor Kós até então tinha tido mais contato com essa equipe e havia nos passado algumas coisas sobre ela. Primeiro, que era uma equipe que quase não tinha espanhóis. Essa casa foi desenvolvida em uma disciplina que dura um ano, sendo assim, a maioria das pessoas que começou o projeto não eram aqueles que estavam hoje na Villa tendo que montá-la, outra peculiaridade é que os alunos são na maioria estrangeiros, é formada de gregos, japoneses, israelenses, mexicanos, americanos, em fim, uma miscelânea de nacionalidades, inclusive espanhóis, tendo como língua oficial de canteiro o inglês. Segundo é que os professores que coordenavam o canteiro eram bem jovens e de uma área mais teórica, o que fazia as operações de canteiro sempre muito complicadas, uma vez que nunca haviam montado a casa mais do que das fundações e que a mão de obra contratada não passava do operador do guindaste.

Chegando mais perto, no sábado, percebi que não tinham pessoas suficientes segurando uma das cordas que “guiava” a estrutura suspensa, então me prontifiquei a ajudar. Achei tudo muito locou, entendi na prática como a falta de experiência complica muito as coisas em uma canteiro de obras. A situação era a seguinte, a estrutura desta equipe é como se fossem costelas, cheia de seções, como se não bastasse, elas ainda eram dividida em duas partes no sentido horizontal (piso e cobertura). O que estava montado era toda a parte da estrutura inferior (piso), mas a primeira das 4 partes de cima (cobertura), que fecham o “amendoim”, estava sendo colocada naquele momento. Para isso eles precisavam levantar a parte com um guindaste, aproximá-la da estrutura, aparafusar um lado, para depois parafusar o outro. O caso é que ao parafusar um lado o outro não entrava. Para agravar, ao invés da equipe ter um planejamento e um mapa de ações, antevendo os possíveis problemas, ela teve que resolve-los “in loco”, com a peça balançando no guindaste.

Em quanto segurávamos um outro estudante alcançava a peça por meio de uma plataforma pantográfica, para tirar alguns ganchos que a grudavam em uma parte do guindaste e colocá-la em outro “plug”, mais acima do braço do guindaste. Nesse meio tempo, alguns estudantes da equipe tiravam fotos, outros comiam, outros, que estavam segurando a corda junto comigo, aproveitavam para dar uma fumada, com uma mão na corda e outra no cigarro. Aproveitei para conversar com o japonês que estava na minha frente, ele era responsável pelo sistema de fotovoltaicos da casa, perguntei como fariam com para encaixar os painéis naquela forma, ele me disse que tinha sido um desafio, mas que tinham conseguido usando uma célula da SumPower em um “corpo” maleável, algo bem inovador e muito interessante, vou falar um pouco mais sobre isso na frente.

Bem, a peça não encaixava de jeito algum e eu já estava um pouco cansado de ficar ali segurando a corda. Por fim a equipe resolveu colocar a peça de cobertura no chão para coordenar as ações, o plano seria parafusar o outro lado primeiro, não fiquei para ver, saí para dar uma volta na Villa. No final do dia, depois de ter visto as outras casa e já rumo a Casa do Brasil surpresa! A primeira parte da cobertura estava no lugar, uma vitória e tanto para equipe.

Ontem choveu o dia todo e só fomos na Villa de manhã, não havia muitos avanços na casa quando voltamos para a CB. Hoje foi diferente, um dos únicos dias sem chuva desde a nossa aterrissagem em Madri e quando chegamos a Villa todas as peças da cobertura já estava no lugar, é muito loca essa estrutura. Apesar da desorganização da equipe no canteiro e da falta de experiência na montagem eles haviam conseguido, quando muitos não acreditavam, inclusive eu, e está muito impressionante. Ainda continuo achando que não é uma casa nada competitiva e que vai ser uma das últimas na competição, mas com certeza é a que chama mais atenção, dá gosto de ver.

Sempre que chego no canteiro é a primeira casa que fico mais tempo observando e tirando fotos. Hoje quando fazia isso encontrei com um membro da organização do Solar Decathlon USA, seu nome é Byron. Pelo que eu entendi ele é o responsável pela parte de fotovoltaicos do SD USA. Perguntei para ele como ele achava que funcionava o sistema de painéis da equipe. Para quem não sabe, um sistema fotovoltaico é composto de ligações entre Painéis que são feitas algumas em série e outras em paralelo, os painéis ligados em série precisam estar voltados para uma mesmo orientação, no caso de se usar painéis da SunPower. Minha pergunta foi se ele sabia como eles tinham feito isso com uma casa de cobertura tão peculiar? Ele não sabia e em quanto discutíamos fomos abordados por um dos professores chefes da equipe. Quando ele soube quem era o Byron, logo o chamou para dar uma olhada nos painéis flexíveis da casa e eu fui na cola.

Primeiro ele disse que a casa foi inspirada nos princípios de Buckminster Fuller e que eles queria atingir a maior área interna com a menor envoltória, o que resultou naquela forma. Depois disse que no século XX “a forma seguia a função”, mas que no século XXI “a forma seguirá a energia”. Tudo isso para falar sobre os painéis fotovoltaicos. Falou que tinha sido difícil chegar naquela solução em conjunto com a SunPower, que primeiro tinha tentado uma empresa que se chama NanoSun, ou algo assim, mas que eles nunca tinham respondido os e-mails. Foi quando começaram a pensar em pegar uma célula fotovoltaica de um módulo da SunPower (SunPower 220) e colocá-lo em um “corpo” flexível, este “corpo” é como se fosse um plástico duro, no caso deles é preto, mas ele disse que também pode ser transparente. Não soube nos informar a eficiência do sistema, mas falou que são os painéis flexíveis mais eficientes que se tem notícia. Sobre aquela questão das ligações, ele disse que a curvatura da casa acontece somente no sentido norte/sul, mas que no sentido leste/oeste a cobertura é plana na parte onde vão os painéis, e que, portanto, as ligações em série acontecem sempre neste sentido (leste/oeste). A área total da cobertura de fotovoltaicos é aproximadamente 70m².

A casa é muito elevada do chão e se conecta a ele somente em três partes. Princípios do modernismo neste sentido, tentaram evitar a ocupação do solo usando essa área para o convívio das pessoas, mais ou menos como os pilotis do movimento moderno. Fiz essa analogia para o membro da equipe, mas não sei se ele gostou muito, hehehe, me pareceu coerente na hora. Outra coisa é que essa solução permite a circulação de vento entre a casa e o solo, ele também citou o fato de que todas as partes técnicas da casa ficam nestes “pés” que encostam no chão, o que faz com que não “roubem” espaço da área interna, facilitando também sua manutenção. A desvantagem é que a rampa para entrar na casa ficou gigante.

Nossa! Escrevi demais, nem sei se vai ter alguém que vai conseguir ler até o final, por isso não vou me alongar mais, só uma ultima coisa, palpites. Não me parece que os alemães estão tão hegemônicos desta vez, minhas apostas são: Aalto University da Finlandia, Ecole National Superieure darchitecture de Grenoble da França e Stuttgart University of Applied Sciences da Alemanha.

Abraço a todos!

Aalto University - Luuku House



Hoje o dia amanheceu com sol e muito calor em Madrid.... como deveria ser comumente nesta época do ano. Isto foi um fator positivo para o trabalho das equipes, que estavam tendo muitas dificuldades com a chuva intensa e o alagamento dos lotes. Todavia também não á fácil trabalhar no calor intenso, e o desgaste é grande... as equipes já estão bem cansadas com a maratona. Vale destacar que a equipe da Cataluña conseguiu finalizar os fechamentos dos módulos de cobertura no dia de hoje, o projeto é muito interessante e arrojado, porém a viabilidade construtiva é um tanto quanto complexa... eles ainda terão muitas dificuldades pela frente para finalizar.

Uma das equipes que mais tem impressionado nosso grupo são os finlandeses. Desde o início tem se mostrado os mais organizados: canteiro limpo e setorizado, equipamentos de segurança adequado, uniformes padronizados tanto para chuva/frio quanto para o calor, divisão de tarefas e responsabilidades conforme grau de experiencia e conhecimento. Além do projeto ser uma arquitetura simples, de traços limpos e viabilidade construtiva muito boa. Ao ver a equipe trabalhar você nota que cada um sabe exatamente o que está fazendo e quais são suas responsabilidades. É uma equipe que trabalha praticamente somente durante o dia. Vieram com 40 membros dos quais a maioria são alunos de graduação, e uma outra parte é mão de obra especializada contratada. A mão de obra especializada é responsável principalmente por trabalhos em altura e instalações elétricas.

Hoje estava observando o trabalho deles e tirando algumas fotos quando o "Faculty Advisor" da equipe, professor Peka, convidou-me para entrar no canteiro e conhecer a casa. Vale destacar que é uma equipe que cercou todo seu lote com grade e isso meio que intimida a entrada de pessoas visitantes. Nesse momento o Daniel estava passando ao lado e chamei ele pra entrar comigo também. O professor foi super receptivo e nos apresentou ao Yako, "team leader" da equipe, que nos convidou a entrar no interior da casa... vale destacar que só permitiram nossa entrada de meias, mediante retirada das botas.

O projeto deles é muito inteligente... veio transportado em dois módulos divididos no sentido transversal. O espaço interno é dividido pela área de serviços... bem no meio há um "núcleo" onde se agrupam a cozinha, gabinete técnico e banheiro. a esquerda do acesso principal fica o "living", "dinning" e um lounge. No lado oposto, espelhado ao lounge... fica o quarto, que na verdade nada mais é que uma cama/colchão embutido em um núcleo com acesso pelos pés da cama. Na parte externa ao lounge e ao quarto há uma sistem muita interessante de proteção para insolação nas janelas (que são oeste e leste respectivamente). As ripas de madeira, dispostas verticalmente, são presas somente em cima, e conforme a velocidade/direção do vento criam um movimento muito interessante na fachada. Voltando ao interior da casa, é incrível o aproveitamento de todos os espaços no projeto... em todos os locais possíveis foram criados armários, gavetas, ou acessos para manutenção. Na cozinha, os equipamentos ficam escondidos pelo revestimento do mobiliário... máquina de lavar e secar roupa fica localizada no banheiro. Vale destacar que a estrutura da casa é toda em madeira, assim como o restante dos materiais que compoem os vedos, revestimentos e esquadrias. As paredes formam uma camada de 32cm, enquanto forro e cobertura são 42cm. O "recheio" dos painéis é composto do revestimento externo, compensado, fibra de madeira, compensado, chapa de gesso acartonada e o revestimento interno. Em relaçao as esquadrias, as portas possuem vidro triplo, e as janelas vidro quadruplo. Vale salientar que estas espessuras robustas e escolha de materiais foram baseadas no clima da Finlândia que é muito frio, mas o Yako destacou que os cálculos foram feitos e as estratégias bioclimáticas funcionam também para o clima de Madrid. Um fator informado é que uma das premissas de projeto foi a escolha de materiais que tivessem disponíveis no mercado finlândes... um dos exemplos é o revestimento interno, que aparentemente parece uma madeira especial, mas que na verdade é facilmente encontrada em qualquer loja de materiais de construção na finlandia conforme ele falou.

Uma das coisas que não me agrada muito no projeto deles é que colocaram uma casa de máquinas bem na fachada principal da casa, tirando um pouco da limpeza do desenho que eles possuem. Outra coisa que acho ser meio duvidosa é a forma de acesso e o desenho do deck... ainda não está finalizado, mas não me parece estar muito atrativo, vamos ver como vai ficar.

Enquanto eu conversava com o Yako, o Daniel ficou conversando com a responsável pela parte de automação, então sobre este item ele pode repassar maiores informaçãos. De momento estas eram as informações abstraidas sobre a casa da Finlândia com meu inglês básico. Talvez algumas informações tenha deixado passar por não ter entendido direito em inglês... mas é isso aí!

Acredito que seja um projeto com grande potencial para levar o título... são exemplares tanto na questão organizacional quanto projetual e construtiva.

Um abraço.

sábado, 12 de junho de 2010

Mais chuva

Hoje foi o dia que mais choveu. A chuva caiu forte, alagou vários terrenos e mostrou alguns vazamentos em casas que já tinham a cobertura pronta. Outras que ainda não tinham terminado, precisaram encontrar soluções para evitar que a água entrasse nas casas. Me protegi da chuva mais forte na casa de Valladolid. É uma das casas preferidas da nossa equipe. Conheci dois alunos de lá, a Laura e o Noel, em Washington, no ano passado. Eles são muito simpáticos e estão precisando de ajuda para trabalhar na casa. São só 15 alunos e vão precisar começar a trabalhar à noite. Nenhuma equipe parece cumprir as exigências de trabalhar apenas 8 horas por dia, mas os grupos estão começando a ficar cansados. Bom, voltando à chuva, enquanto estava na casa de Valladolid, começou a entrar água em vários lugares. Parecia que eu estava dentro de um barco, durante um temporal. Ajudava segurando capacetes para recolher a água enquanto eles buscavam maneiras de proteger o telhado. Acho que isso aconteceu em várias casas...
Quando a chuva diminuiu, saí para ver como estava a vila e vários terrenos também alagaram, principalmente os mais baixos e que foram cavados pela Prefeitura. Os franceses fizeram vários córregos pra escoar a água (foto), mas não conseguiam chegar no ralo, que era mais alto que partes do terreno. Assim como os ingleses (foto do Mark, professor coordenador, antes de beber a lama) eles tiveram que usar uma mangueira para tirar a água do terreno e jogar no rio.

Casa de Wuppertal



Olá a todos,

demorei desde a última postagem mais ai vai. Vou tentar falar um pouco mais sobre cada casa e as experiências que estamos tendo com elas e os membros das equipes, hoje a casa é Wuppertal:

Fomos atraídos pelo guindaste que içava uma esquadria gigante, ficamos observando como a equipe trabalhava até que Anett, uma das integrantes da equipe veio falar conosco. Perguntou de onde éramos e quando respondemos ela fez o que todos fazem quando falamos que somos da equipe brasileira, inclinou a cabeça para o lado e disse “ahhhhhh! Que pena que não vieram!”.

Nos convidou para entrar e foi mostrando o projeto. A casa deles é bem esticada no sentido norte/sul e tem dois andares, com duas escadas nas extremidades, uma leva para a cama e outra para um pequeno pátio na cobertura. Separando ambientes existe um módulo de serviço onde se concentram a cozinha o banheiro e a lavanderia. Além do fotovoltaicos na cobertura eles usaram painéis em parte da fachada sul da casa, que se estende para um muro, indo até uma das extremidades do deck. Anett disse que isso desencadeou um grande problema com a organização do evento, por conta da pegada ecológica da solução, pois os painéis que vão na fachada/muro são feitos sob medida e a equipe queria que eles fossem coloridos, o que deixaria tudo ainda mais caro, no final eles acabaram utilizando somente duas cores de PVs, uma mais escura e outra mais clara, puxando para o azul.

Ela contou que a vida deles não foi nada fácil, tanto construtivamente como financeiramente. A casa foi construída em três meses e não pode ser em Wuppertal, o porquê eu não sei, o fato é que todos os 11 integrantes se mudaram para outra cidade e moraram juntos durante a construção, em uma casa de 50m². Mas no fim ninguém se matou, disse que não foi fácil, mas que ajudou a manter a equipe unida, como uma família, tanto que no lado oposto dos painéis fotovoltaicos na fachada, na fachada/muro do lado norte, eles colocaram quadros da mesma dimensão dos PVs, mas com a foto de todos os integrantes, representando o trabalho e empenho da equipe, nem precisa dizer que ela estava muito orgulhosa.

Só que nem tudo acaba ficando exatamente da maneira que eles queriam, prova disso foi que nas fachadas leste e oeste, em cima da linha de esquadrias tem uma grande empena que precisava ser revestida com algo, a solução adotada foi tecido. Cobriram toda a empena como se fosse uma placa de propaganda, escondendo tubos de água e alguns cabos elétricos. Anett disse que não era exatamente a solução que eles queriam e que no começo pensavam em fazer outra coisa, mas que tiveram alguns atrasos e foi o que deu para fazer. Pessoalmente não achei que ficou das melhores coisas, mas também não ficou ruim, talvez um pouco mais de cor teria dado um efeito melhor.

O dinheiro também não cai do céu, como já era de se esperar e ela disse que não foi fácil de conseguir. Contudo, a relação com as outras equipes alemãs era e é muito boa, sendo assim as 4 se juntaram para correr atrás de dinheiro e bater na porta do governo alemão, abocanharam 1,6 milhão de euros, 400.000,00 para cada, nada mal.

A equipe é praticamente toda formada de estudante de arquitetura, com poucos arquitetos formados, alguns recém formados. Ela nos apontou uma menina e disse que ela era uma das poucas arquitetas e tinha 26 anos. Falou que não havia muita mão de obra contratada e que os que haviam eram para serviços específicos, como o cara que ajudava na instalação das esquadrias. Alias, as esquadrias, que esquadrias! 8 no total, quatro para a fachada leste e quatro para a oeste, vidros triplos e de correr, muito, muito leves para abrir e fechar. Anett disse que era um sistema novo que foi desenvolvido para equipe, disse que sabia os problemas que esquadrias de correr tem com relação ao conforto térmico, mas que aquelas eram diferentes, muito melhores que as convencionais, vamos ver como eles se saem nas provas.

PS: Coloquei mais fotos no meu Facebook para quem quiser dar uma olhada, a conexão da CB é muito ruim e postar no Blog fica um saco, hehhehe... abraço!

CEU - SML House

Conversamos muito com o diretor da escola e o responsável pela projeto arquitetônico do CEU. A proposta deles é muito interessante. Me parece que a aposta deles é muito arriscada e eles não têm muita chance de vencer, mas certamente todos os envolvidos aprenderam muito e algumas contribuições da casa em inovação são valiosas. A equipe surgiu em um grande ateliê de projeto com todos os 60 alunos do 4o ano. Os alunos fizeram várias propostas e os professores selecionaram três: uma que possuía os armários nas extremidades da casa, para ajudar a protegê-la das váriações climáticas, outra baseada nos tradicionais pátios espanhóis e mais uma que possuía fatias de 2m definindo um sistema de transporte e diferentes configurações para a casa. O projeto da SML House é muito interessante e evidencia a união destas 3 propostas. Quase todos os 30 alunos que estão aqui em Madri vieram da turma do 4o ano. a equipe é composta ainda de mais uns 5 integrantes das engenharias, design e alunos de pós-graduação. Eles estão apostando muito na produção de água quente, com 6 grandes coletores solares. Um deles utiliza um óleo (ou azeite) e serve apenas para esquentar o forno da casa. Os outros aquecem a água da casa, mas principalmente o sistema de condicionamento da casa através de uma grande máquina que é super-dimensionada para essa pequena casa. Um sistema automatizado de movimentação de painéis na cobertura, recolhe alguns painéis fotovoltaicos, deixando à mostra coletores solares, quando o aquecimento da água for mais eficiente que a produção de energia elétrica. O diretor da escola aposta em inovações e certamente os alunos possuem um grande apoio para estes experimentos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

o Solar Decathlon na Europa

Hoje (ontem) o tempo esteve bem melhor. Um pouco mais frio, mas com pouca chuva (o que não quer dizer sem chuva...). Todas as equipes já trouxeram as partes grandes das suas casas e já as instalaram nos lotes. Essa é a parte mais difícil e que envolve mais riscos. Por isso, já estão todos mais tranquilos. Ontem discutimos um pouco sobre algumas diferenças entre o Solar Decathlon europeu e o americano. A primeira delas é a diversidade de idiomas e culturas. Mas também fica aparente como a maior parte das equipes está mais interessada em experimentos do que na competição. Existem muitos exemplos como as formas curvas dos catalães, o concentrador solar dos franceses (foto), a aposta dos espanhóis do CEU na água quente, os pátios internos de Sevilha, a torre de vidro de Stuttgart, a casa de Nottingham (foto), voltada para o mercado tradicional inglês, etc. As equipes acreditam muito mais nas suas propostas do que na importância de conseguir o máximo de pontos possíveis na competição.