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domingo, 4 de outubro de 2009

3/outubro - team cornell

Depois de algumas tentativas tentando falar com o team leader de Cornell, Chris Werner, ele acabou me indicando outro líder da equipe, porque ele estava sempre ocupado. Falei com Daniel Strongwater, aluno do terceiro ano da graduação e responsável pelo projeto de interiores e pelo site da equipe. O projeto de Cornell se destaca pelas formas muito diferentes das demais, pelo aço corten dos cilindros da casa e após a visita, também pela paixão dos alunos pelo projeto. Dan me acompanhou por bastante tempo pela casa, falando como foi a experiência dos alunos no projeto. Os professores ficaram responsáveis basicamente pela captação de fundos e cada aluno líder ficou responsável pelo orçamento da sua parte e por tudo que estava envolvido nela. Embora a casa seja composta por cilindros, os espaços internos foram muito bem resolvidos. A cama pode ser elevada para o teto (solução também adotada pela equipe Ontario), garantindo mais espaço para a casa durante o dia. Um dos problemas que não conseguiram resolver bem é a limitação de espaço de armário. A construção da casa foi feita de forma cuidadosa para evitar pontes térmicas, devido ao metal da fachada. Além dos tubos evacuados, a casa possui um sitema que usa o calor produzido pelo sol na fachada metálica para para o aquecimento da água. Ela possui um sistema de macacos para elevar os cilindros que funcionou bem, quando eles se deram conta de que a rampa estava mais inclinada do que o necessário. Por isso, na sexta-feira, eles tiveram que abaixar toda a casa. Uma questão que frequentemente é colocada é que os alunos não imaginavam a quantidade de trabalho que eles teriam pela frente. Dan disse que com eles aconteceu a mesma coisa. Ele disse que trabalhou dez vezes mais do que imaginava ao entrar no projeto, mas que não se arrepende nem um pouco, porque por outro lado aprendeu vinte vezes mais do que imaginava. Eles possuem painéis pouco eficientes, porque foram os que eles conseguiram gratuitamente e talvez por isso, não sejam tão competitivos. Entretanto, sua apresentação me conquistou e é realmente uma das minhas preferidas para vencer a competição.

3/outubro - equipes

As equipes aqui são muito diferentes, em tamanho, infra-estrutura e composição. Algumas equipes chamam atenção pelo tamanho da estrutura. A equipe canadense, de Ontario é a que desde o início se destaca, especialmente à noite. Eles possuem holofotes enormes e o lote deles parece que está de dia. Parecem ter contratado um serviço de comida (vou perguntar pra eles) e possuem uma quantidade enorme de pessoas. Grande parte deles não tem cara de estudantes. A equipe de Porto Rico, é a mais animada. Parecem brasileiros. Eles têm sempre música alta e enquanto conversava com a Sonia Miranda-Palacios, a Faculty Adviser do grupo, um dos operários da universidade, dançava no ritmo da música. Os alunos também são animados e estão sempre rindo. É uma das minhas favoritas :-). Até agora das equipes me impressionaram por estarem praticamente só com alunos: a de Missouri e a de Cornell. A equipe de Missouri possui algumas semelhanças com a nossa. A casa foi projetada em uma universidade e construída em outra (uma hora e meia de distância - aqui começam as diferenças). A maior parte da equipe que estava na casa é da que construiu. Já a equipe de Cornell possui muitos alunos da escola de arquitetura. Me impressionou a dedicação do grupo e envolvimento que eles têm com o projeto. É um grupo realmente apaixonado pela casa deles. Não tinha nenhum professor lá e o trabalho foi feito praticamente só pelos alunos. É outra favorita minha. A equipe de Darmstadt também impressiona pela estrutura deles. Como já disse antes, é a equipe a ser derrotada e eles vieram preparados para vencer. Geralmente quando alguma equipe faz alguma reclamação, diferença de orçamentos, por exemplo, a equipe alemã é a referência.